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9 de novembro de 2016

Eleições estadunidenses

Trump não chega a ser minimamente palatável para quem é favorável a uma sociedade justa, por defender ideais de ódio, xenofobia e intolerância. Mas permanecer com a receita legada dos Bush e Obama, na forma feminina desta vez com a Hillary não me parece também uma boa opção. Por incrível que pareça, eu acredito que o ponteiro do relógio nuclear regrediu alguns minutos ao tirar os democratas da presidência estadunidense. 

  1. Publicado no resistir.info:
    KILLARY E AS ELEIÇÕES ESTADO-UNIDENSES
    Os EUA estão divididos.   De um lado estão os que querem preservar o Império mesmo à custa do seu país – são os neocons.  Do outro lado estão os querem salvar os EUA ainda que seja à custa da perda da sua hegemonia imperial.   A representante dos primeiros é a sanguinária e corrupta Hillary Clinton, responsáveis por incontáveis mortes de civis no Iraque, na Líbia, na Somália, no Iémen e na antiga Jugoslávia (em 1999 apoiou o seu marido na guerra de agressão da NATO).   Ela é a mulher que, tal como uma ave carniceira, deu uma gargalhada ao saber do assassinato de Kadafi ("Viemos, vimos e matámos", berrou ela).   A sua eventual vitória significará uma alta probabilidade de guerra nuclear.
    O outro candidato, Trump, é o que aceita o retorno a um mundo multipolar a fim de salvar da derrocada o seu próprio país – uma derrocada económica, financeira, monetária, política e moral.   Apesar da sua vulgaridade, grosseria e algumas ideias tolas ele é certamente o candidato que dá mais garantias à paz mundial e à maioria do povo estado-unidense.   Se estas eleições não forem mais roubadas do que de costume Trump poderá vencer.
    Ter ou não um planeta coberto de cinzas radioactivas depende dos resultados de 8 de Novembro.
  2. Assange:   Clinton & ISIS financiados pelo mesmo dinheiro; não permitirão a vitória de Trump 
  3. Por dentro do governo invisível:  guerra, propaganda, Clinton & Trump  



4 de março de 2016

A barbárie já começou

Publicado originalmente no Monitor Mercantil Digital, acessado em 04/03/2016.

Vivemos uma das maiores ofensivas do capital em toda a história, quiçá a maior, por todo o planeta. Acuada por uma crise internacional sem precedentes, diante de uma inédita crise sistêmica completa, como afirma o professor Edmilson Costa, a burguesia agride os trabalhadores e os povos nos cinco continentes, sem distinção.
O desespero da elite é tamanho que sua faceta mais hedionda, o fascismo, já se manifesta claramente, tendo inclusive chegado ao poder sem qualquer disfarce na Ucrânia. Sua outra faceta extremamente conversadora, a tradicional ditadura, mantém o poder na Arábia Saudita, o principal comprador de armas em nível internacional, aliado aberto dos EUA e Israel na desestabilização do Oriente Médio.
Recentemente, os conservadores venceram as eleições em Portugal, o Sryza tirou a máscara e adotou a política preconizada pelo Troika, sua faceta espanhola, o Podemos, ilude aquele povo se apresentando como a principal “oposição” ao capital, os países mais ricos, como França, Inglaterra e Alemanha, há muito vivem sob o domínio da parcela mais avançada do capital financeiro internacional. O banco Goldman Saches predomina na Europa.
A África segue sua sina histórica de maximização da exploração, com seus povos pagando os lucros do capital com sangue, vidas e lágrimas. A cultura mais antiga do planeta, o berço da Humanidade, sofre por suas riquezas naturais e proximidade com a Europa e os EUA.
Até mesmo o povo dos Estados Unidos, núcleo central do capitalismo, é vítima da violência, do desemprego e da miséria nunca dantes vivenciados, superiores a crise de 1929.
Suas garras alcançaram a América do Sul, nos últimos 20 anos o principal polo de desenvolvimento das forças progressistas em nível mundial. Tomaram o parlamento na Venezuela, impediram novo mandato de Evo Morales na Bolívia, derrotaram o sucessor de Cristina Kirchner na Argentina, fecharam um acordo com Cuba para tentar reduzir sua influência e esconder seus reais objetivos de destruição do socialismo na heroica ilha.
O Brasil não foge da sina internacional. Aquele que um dia cantou “verás que um filho teu não foge à luta” tem um governo submisso ao capital, ainda ludibriando os trabalhadores e tentando chegar ao final do seu mandato, por mais que seja aos trancos e barrancos. Seu objetivo é alcançar 2018, na expectativa de seu líder messiânico reverter a crise e aplacar a ira popular. Como se isso fosse possível com tamanha subserviência ao capital.
A falsa oposição cresce diante da inviabilidade de continuidade do projeto da aristocracia operária, outrora menina dos olhos da burguesia. Face a necessidade de crescimento sistemático dos seus lucros, a burguesia aposta suas fichas no projeto que permite acelerar a entrega das riquezas nacionais e aviltar, ainda mais, os direitos dos trabalhadores.
É nesse contexto que se dá a entrega do pré-sal para as multinacionais, o enfraquecimento da Petrobras, a privatização da Educação e da Saúde pública, a corrupção desenfreada, a reviravolta nas terras indígenas, a agressão ao meio ambiente (vide usina de Belo Monte), os assassinatos dos jovens negros mais carentes pelas polícias militares, a liberdade da Samarco e da Vale, a inocência de FHC, Alckmin, Aécio etc. Nunca os bancos lucraram tanto em solo pátrio.
Os aspectos sociais da crise sistêmica se fazem sentir de forma inaudita, atingindo diretamente a população conforme demonstra o corpo daquele menino imigrante na praia, um cadeirante palestino ser agredido pelo exército israelense, o roubo da merenda escolar de crianças carentes, os indígenas brasileiros bombardeados por agrotóxicos a mando dos ruralistas, os povos do continente-mãe morrerem de fome e tantos outros crimes impunes se multiplicarem pelo planeta.
Barbárie ou socialismo? Já estamos na barbárie. Em seu início, mas é a barbárie. Daí vermos inúmeras reações dos trabalhadores, das comunidades, dos indígenas etc. Apesar disso, é preciso radicalizar e ampliar as lutas, resistir, garantir os direitos e alçar novas conquistas.
Está na hora de romper as amarras e aproveitar a oportunidade histórica que se nos apresenta.
Afonso Costa
Jornalista.

28 de dezembro de 2015

Pesadelo nuclear gestado na Ucrânia

Pobre povo ucraniano, depois de ser usado como bucha de canhão dos interesses imperialistas contra a Rússia, o país parece estar rapidamente se deteriorando.

Exemplo de usina nuclear (Wikimédia)

18 de dezembro de 2015

51st State (New Model Army)



Clássico... e tão atual!

Querem transformar o mundo todo no seu 51º Estado. Conseguiremos impedi-los?